Visualizando Itens do Catálogo #29
Data: 29/06/2025 | Status: I
"Porcelana Schmidt"
Serviço Clássico Espigas Douradas
Serviço Clássico Espigas Douradas
Serviço de café e chá em porcelana, produzido pela manufatura Porcelana Schmidt, em Santa Catarina – Brasil.
O conjunto é composto por dez xícaras com seus respectivos pires, dois bules em formatos distintos, açucareiro, manteigueira, leiteira e cremeira, configurando um serviço completo e de elevada qualidade para uso cerimonial.
Apresenta decoração naturalista com espigas de trigo, friso superior em tom vinho com aplicações douradas e corpo modelado em relevo torcido, elementos característicos das linhas clássicas produzidas pela manufatura entre as décadas de 1960 e 1980.
A presença de dois bules originais pertencentes à mesma linha reforça o caráter diferenciado do conjunto, qualificando-o como peça de maior interesse curatorial.
Trata-se de um serviço representativo da tradição da mesa posta brasileira de alto padrão, indicado tanto para composição de ambientes quanto para acervo decorativo e colecionismo especializado.
Classificação curatorial:
Acervo Arteguidade – Linha Super Prêmio
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o temp
Território Federal do Amapá – 1943
Medalha Institucional
Medalha institucional brasileira, cunhada em liga metálica dourada, alusiva à criação do Território Federal do Amapá, oficialmente instituído em 1943.
Apresenta, no campo principal, a representação cartográfica do território, atravessada pela linha do Equador, com destaque para o ponto de Macapá, capital situada sobre o paralelo zero. A legenda circular indica “Governo do Amapá – Macapá – Equatorial”, reforçando o caráter geopolítico e simbólico da peça.
No reverso, a inscrição “Território Federal do Amapá – 1943” estabelece de forma direta o marco administrativo ao qual a medalha se vincula.
Trata-se de exemplar representativo da medalhística institucional brasileira do século XX, associado à afirmação territorial e à consolidação administrativa da região amazônica no contexto do Estado Novo.
Dimensões: 5 cm de diâmetro.
Peso: 51 g.
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo
"Plafon Floréal – Vidro Lapidado e Bronze"
Décadas de 1930 e 1940
Plafon europeu de sobrepor, produzido nas décadas de 1930 e 1940, período de grande refinamento técnico na fabricação de luminárias decorativas para residências urbanas de padrão elevado.
A cúpula em vidro jateado e lapidado manualmente apresenta delicada composição floral estilizada, gravada em baixo-relevo, responsável por uma difusão de luz suave e homogênea, valorizando a atmosfera do ambiente.
O aro perimetral e o botão central em metal fundido, com ornamentação vegetal em relevo profundo, inserem a peça no contexto estético da transição entre o neoclássico tardio e o Art Déco ornamental, amplamente difundido na Europa no período entre-guerras.
Plafon de perfil baixo, elegante e de leitura visual atemporal, indicado para projetos que valorizam iluminação histórica e a integração de elementos originais de época em ambientes contemporâneos.
Medidas: 30 cm de diâmetro x 13 cm de altura.
"A Guardiã da Luz"
Art Nouveau, Final do Séc. XIX
Este abajur escultórico integra a tradição das luminárias figurativas produzidas no contexto do movimento Art Nouveau, entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX.
A peça apresenta figura feminina esculpida em metal fundido patinado, em postura de contraposto, sustentando a copa floral que abriga a tulipa original em vidro fosco, com borda ondulada.
A composição revela forte influência do repertório naturalista e simbólico característico do período, no qual a figura da mulher surge associada à luz, à natureza e à harmonia do espaço doméstico.
Objeto de grande impacto visual e presença arquitetônica, indicado tanto para coleções de artes decorativas quanto para projetos de interiores clássicos e contemporâneos de alto padrão.
Altura total: 69 cm.
Produção europeia, início do século XX.
"Conjunto Palais d’Or"
Aparador e Espelho Monumentais em Estilo Francês Clássico
Conjunto de aparador de parede e espelho monumental, executado em madeira nobre ricamente entalhada e dourada, inspirado no repertório ornamental da tradição francesa de matriz Rococó (Luís XV).
O aparador apresenta desenho de elevada elegância estrutural, com pernas em curvas acentuadas, concheados, florões e guirlandas florais esculpidas em alto-relevo, além de painéis frontais delicadamente gravados. A composição é arrematada por tampo original em mármore natural, conferindo nobreza material, solidez visual e leitura arquitetônica equilibrada.
O espelho, de grandes proporções, possui moldura maciça com entalhes profundos, cartela superior escultórica e exuberante aplique inferior central, estabelecendo relação direta de linguagem, escala e proporção com o aparador, formando um conjunto de forte presença cenográfica e elevado refinamento decorativo.
Trata-se de um conjunto concebido para halls sociais, galerias e espaços de recepção de alto padrão, indicado para projetos que privilegiam escala, simetria, tradição ornamental e excelência artesanal.
Produção estimada entre as décadas de 1950 e 1970.
Conjunto em excelente estado de conservação.
📐 Aparador: 1,10 m (L) x 41 cm (P) x 85 cm (A)
📐 Espelho: 1,37 m (L) x 1,27 m (A)
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo.
"Nossa Senhora das Armas com o Menino Jesus"
Brasil — Penedo, Alagoas (AL) • 1980
Madeira maciça entalhada à mão
Assinada: Antonio Francisco dos Santos
Esta escultura sacra, de impacto estético e significado simbólico intensos, é uma representação excepcional de Nossa Senhora das Armas, figura que sintetiza proteção espiritual, triunfo sobre adversidades e amparo familiar. Proveniente de Penedo, Alagoas, região reconhecida por tradições artesanais e expressões sacras profundamente enraizadas no Nordeste, a peça é testemunho vivo da espiritualidade popular e da habilidade técnica do entalhador.
A obra é inteiramente executada em madeira maciça, com entalhes que revelam profundidade, controle de plano e volume, além de um ritmo que conduz o olhar com naturalidade pela superfície. A postura frontal da Virgem, a serenidade firme do Menino Jesus e a base esculpida com motivos orbitais evocam um equilíbrio entre devoção teológica e sensibilidade plástica.
Preservada com pátina natural do tempo, esta escultura mantém sua autenticidade e materialidade original, sem intervenções contemporâneas que comprometam sua integridade histórica. A assinatura e a indicação de local e data na base tornam esta obra uma peça não apenas de devoção, mas também de autoria e procedência claramente estabelecidas, um diferencial raríssimo no mercado de arte sacra brasileira.
Ideal para colecionadores, instituições e curadores que valorizam identidade cultural regional, tradição nordestina e arte sacra como expressão patrimonial.