Visualizando Itens do Catálogo #29
Data: 29/06/2025 | Status: I
"Vaso em Cristal Lapidado de Tradição Boêmia"
Europa Central - Altura: 21 cm
Produção estimada: décadas de 1950 a 1970
Vaso em cristal incolor, de origem centro-europeia, executado segundo a tradição da lapidação boêmia, reconhecida internacionalmente pela precisão técnica e pela riqueza ornamental.
A peça apresenta composição vertical em painéis lapidados, alternando estrelas facetadas, rosetas centrais e padrões diamantados, criando um refinado jogo de luz, profundidade e simetria.
A borda recortada em acabamento serrilhado, aliada à espessura equilibrada do cristal e à base sólida, evidencia uma produção de padrão superior, destinada originalmente ao mercado decorativo de médio e alto padrão do pós-guerra europeu.
Trata-se de um exemplar representativo da difusão internacional do cristal boêmio no século XX.
Reunindo qualidade técnica, elegância formal e grande versatilidade decorativa.
Uma belíssima peça em cristal incolor, executada com lapidação profunda e rigor geométrico, revelando painéis verticais compostos por estrelas lapidadas, rosetas centrais e delicado padrão diamantado.
Peça ideal para composições clássicas, salas de estar, aparadores, livings e ambientes de estética atemporal.
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo
Nossa Senhora com o Menino Jesus
Madeira Entalhada - Europa, c. 1930–1960
Escultura em madeira maciça entalhada manualmente, representando Nossa Senhora sustentando o Menino Jesus em composição associada à iconografia da Virgem da Ternura.
A obra revela cuidadoso domínio técnico no tratamento dos volumes, com drapeado profundamente recortado, gestual contido e expressão serena.
Características recorrentes dos ateliês devocionais europeus da primeira metade do século XX, especialmente na tradição italiana e alpina.
A leitura tridimensional é particularmente refinada, permitindo perfeita apreciação da peça em vista frontal e lateral, com transições suaves entre os planos do manto, das mãos e da anatomia do Menino.
Trata-se de uma escultura de caráter intimista, concebida para uso doméstico ou oratório particular, preservando o sentido contemplativo e afetivo próprio da arte sacra europeia do período.
Altura: 26 cm
Material: madeira entalhada
Origem: Europa
Período: c. 1930–1960
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo
"São João Batista com o Cordeiro"
Imaginária sacra brasileira – séc. XX
Altura: 23 cm
Imagem devocional representando São João Batista, o Precursor, figura central da tradição cristã por anunciar a vinda do Messias e reconhecê-lo publicamente como o “Cordeiro de Deus”. A composição apresenta o santo em atitude de anúncio, com a mão estendida em gesto simbólico de apresentação, enquanto o cordeiro repousa junto aos seus pés, atributo iconográfico fundamental que identifica São João Batista na tradição da arte sacra.
A escultura revela características típicas da imaginária popular brasileira da primeira metade do século XX, com modelagem expressiva, panejamento amplo e policromia manual em tons suaves, enriquecida por aplicações em douramento, sobretudo nas vestes e na base. A presença da auréola metálica original reforça o caráter devocional da peça e sua integridade histórica.
A base facetada e a composição em elevação remetem simbolicamente ao deserto e à vida de retiro do santo, elementos recorrentes na iconografia joanina. Trata-se de uma peça de forte apelo simbólico e estético, indicada tanto para ambientes de devoção quanto para composições decorativas de caráter sacro, colecionismo de arte religiosa e projetos curatoriais voltados à cultura visual cristã no Brasil.
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo
"Compoteiras em Porcelana KPM – Polônia"
Décadas de 1950–1970
Conjunto composto por duas compoteiras em porcelana fina europeia, produzidas pela manufatura KPM, conforme marca de fábrica no reverso.
As peças apresentam borda recortada com movimento ondulado, delicados relevos moldados em volutas no corpo, decoração floral policromada em reservas internas e acabamento manual em ouro aplicado sobre a borda.
O repertório floral, centrado em rosas e pequenas flores campestres em tons de rosa, lilás e amarelo, dialoga diretamente com a tradição decorativa da Europa Central do pós-guerra, período marcado pela valorização da mesa doméstica como espaço de convivência, acolhimento e refinamento cotidiano.
De excelente leitura decorativa, estas compoteiras se adaptam com naturalidade a composições clássicas, românticas ou ecléticas, funcionando tanto como centro de mesa quanto como peças de apoio em aparadores e vitrines.
Dimensões:
Diâmetro: 18 cm
Altura: 6 cm
Estado de conservação:
Muito bom, apresentando apenas discretos sinais naturais de uso na base e mínima perda pontual de douração, compatíveis com a idade.
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo
"Pierre Chalita (Brasil) - Obra Assinada e Datada"
Marechal Deodoro – Alagoas, 1973
Convento de S. Francisco – Interior
Obra gráfica assinada por Pierre Chalita, um dos nomes mais relevantes da arte visual em Alagoas, reconhecido por sua produção dedicada à memória arquitetônica, paisagística e cultural do estado.
A composição apresenta o interior do Convento de São Francisco, em Marechal Deodoro, por meio de um rigoroso enquadramento vertical que valoriza o arco arquitetônico e a perspectiva profunda do espaço.
O contraste entre planos claros e escuros constrói uma atmosfera silenciosa, de caráter contemplativo, típica da poética gráfica do artista.
Uma obra gráfica rara e de forte valor histórico, assinada por Pierre Chalita.
Produzida em 1973, a obra assume caráter documental e artístico, registrando visualmente um dos principais monumentos históricos do período colonial em Alagoas.
Peça indicada para coleções de arte brasileira, acervos institucionais, projetos de interiores de perfil clássico e colecionadores de obras ligadas à arquitetura e ao patrimônio cultural.
Dimensão com moldura: 54,5 cm × 69 cm
Assinatura: manuscrita na própria obra
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Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo
"Cesto em Cristal Lapidado Europeu"
Circa 1960–1980
Peça decorativa em cristal lapidado de alta qualidade, produzida segundo a tradição centro-europeia de lapidação manual, apresentando rica composição de estrelas, leques e padrões geométricos profundos, executados em toda a superfície do corpo e da base.
Uma peça de presença marcante, executada segundo a tradição da cristalaria centro-europeia do século XX, com acabamento manual e sonoridade prolongada, típico dos cristais de alto padrão.
O modelo se destaca pela elegante alça integrada ao próprio bloco de cristal, característica técnica que exige elevado domínio do corte e do polimento manual.
O conjunto revela excelente espessura, alta pureza óptica e sonoridade prolongada, compatível com cristal de alto teor de chumbo, típico das manufaturas da Boêmia e regiões germânicas do pós-guerra.
Uma peça de forte presença decorativa, ideal para compor aparadores, mesas centrais e vitrines de interiores clássicos ou contemporâneos.
Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo