Visualizando Itens do Catálogo #29

Data: 29/06/2025 | Status: I

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"Conjunto Modernista em Vidro Cobalto"
"Conjunto Modernista em Vidro Cobalto"
Alemanha ou Tchecoslováquia, c. 1955–1970

Registro Nº AG-2026-072
Classificação: 🥇 Arteguidade Premium – Modernismo Internacional

Este conjunto é representativo da produção modernista europeia do pós-guerra, período em que Alemanha Ocidental e Tchecoslováquia consolidaram linhas industriais voltadas ao design funcional e à pureza formal.

A garrafa, com 46 cm de altura, apresenta silhueta vertical alongada, base em alumínio fundido e alça metálica em fita plana, solução estrutural característica do design racionalista da década de 1960.
Produção alemã ou tcheca dos anos 1960, período em que o design industrial buscava leveza, verticalidade e pureza formal.
O vaso com tampa, de 33 cm, desenvolve volumetria esférica equilibrada sobre pedestal metálico, com pegador superior em material sintético preto, elemento recorrente na produção industrial modernista. Equilibra a composição com volumetria pura e presença escultórica.

O vidro azul cobalto, homogêneo e de alta saturação, demonstra técnica apurada de sopro com controle cromático consistente.
A ausência de imperfeições estruturais reforça sua qualidade de manufatura. Peças como esta transcendem o caráter utilitário e assumem natureza escultórica, dialogando tanto com interiores clássicos quanto com ambientes contemporâneos de alta curadoria.

Arteguidade — curadoria de peças que atravessam o tempo.

"Epergne Composta" com Taças Suspensas
"Epergne Composta" com Taças Suspensas
c. 1930–1955

Classificação Curatorial: 🥇 ARTEGUIDADE PREMIUM
Registro Oficial: AG-2026-073

A presente Epergne constitui exemplar representativo dos centros de mesa compostos amplamente utilizados em ambientes formais europeus na primeira metade do século XX, especialmente no período entre guerras.

Sua estrutura em metal prateado apresenta friso contínuo em relevo com motivo de parreira, elemento iconográfico associado à hospitalidade, abundância e tradição vitivinícola. A execução do relevo revela estampagem profunda com bom nível de definição nos cachos e nas folhas. A coluna central, de perfil torneado, recebe ornamento aplicado com composição vegetal, criando continuidade temática entre base, fuste e aro superior. A base escalonada garante estabilidade e reforça a leitura vertical da peça.
A cuba superior em vidro soprado apresenta gravação geométrica discreta, característica de produção do período c. 1930–1955. A leveza visual do vidro contrasta com a solidez estrutural do metal prateado, compondo equilíbrio formal refinado.

A tipologia tripartida com taças suspensas confere dinamismo funcional, permitindo a disposição simultânea de frutas, castanhas ou confeitos, além de valor cenográfico significativo.

O conjunto mantém coerência estrutural e estética, preservando integridade formal compatível com exemplares de influência francesa e italiana, bem como com produções brasileiras de alto padrão inspiradas nesses modelos.

Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo

"Guardiões das Águas do Velho Chico"
"Guardiões das Águas do Velho Chico"
Possivelmente c. 1970–1990

Constitui um par escultórico inserido na tradição simbólica vinculada ao imaginário do Rio São Francisco, especialmente no eixo cultural do Baixo São Francisco, região de forte identidade ribeirinha entre Alagoas e Sergipe. Entalhadas manualmente em madeira leve regional, estas carrancas apresentam expressividade acentuada, característica da escultura popular nordestina do século XX. A modelagem privilegia a dramaticidade facial por meio de:

* Amplificação ocular | * Dentição triangular e volumétrica | * Abertura bucal exagerada | * Simplificação anatômica intencional | * Policromia aplicada diretamente sobre a madeira

A peça menor traz a assinatura “Lucas”, entalhada manualmente na base, elemento que reforça autoria individual e autenticidade artesanal. A preservação das marcas naturais do tronco — fissuras, variações cromáticas e cavidades — evidencia respeito à matéria-prima e ao caráter orgânico da escultura. Historicamente, as carrancas eram fixadas na proa das embarcações que singravam o Rio São Francisco, funcionando como talismãs protetores contra forças invisíveis e perigos das águas. Mais do que elementos decorativos, representavam crença, proteção e identidade cultural. Este par mantém coerência formal e unidade estilística, sugerindo produção em mesmo núcleo autoral, com forte carga teatral e simbólica. A presença frontal e o diálogo entre as peças evocam vigilância constante, função simbólica tradicional das carrancas.

Registro: AG-2026-074
Classificação: 🥇 Arteguidade Premium Regional

Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo.

"Elefante Ornamental Esculpido"
"Elefante Ornamental Esculpido"
Pedra natural - 3.220 Kg

Classificação: 🥇 ARTEGUIDADE PREMIUM – Escultura Étnica em Pedra Natural
28 cm × 21 cm × 14 cm
Período estimado: Final do século XX



Análise Técnica

Escultura em pedra natural, possivelmente pedra-sabão, evidenciada pela densidade, porosidade fina e marcas discretas de ferramenta manual.
A ausência de linhas de molde industrial reforça sua natureza artesanal.



Leitura Formal

Composição estruturada em base compacta, corpo arredondado com manta floral em baixo-relevo e tromba elevada formando arco escultórico contínuo.

O olhar estilizado e os adornos evocam estética indo-oriental reinterpretada sob linguagem decorativa contemporânea.



Contextualização

O elefante com tromba elevada simboliza prosperidade, estabilidade e proteção.
Peça de presença volumétrica expressiva, adequada a ambientes clássicos ou ecléticos de alto padrão.



Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo.

"Menino Jesus na Manjedoura"
"Menino Jesus na Manjedoura"
Dimensões: 25cm x 16cm x 18cm

Registro: AG-2026-076
Classificação: ARTEGUIDADE SELECT
Categoria: Imaginária Devocional – Século XX
Material: Composição resinada com policromia manual e base cenográfica em material sintético com fibras decorativas.

A peça representa o Menino Jesus reclinado em manjedoura rústica, iconografia tradicional da Natividade cristã. A figura apresenta traços naturalistas suaves, com olhos amplos e expressão serena, braços abertos em gesto de acolhimento e bênção, solução formal amplamente difundida na imaginária devocional do século XX.

A policromia é aplicada manualmente, com destaque para a túnica clara ornada por discreto elemento floral verde central, recurso decorativo recorrente em produções domésticas e seriadas da segunda metade do século passado.

A manjedoura, estruturada em composição moldada simulando madeira entalhada, recebe forração superior em fibras sintéticas que evocam palha, compondo cenografia integrada à escultura.

Produção seriada de caráter devocional, destinada a ambientações natalinas e oratórios domésticos.

Peça em excelente estado estrutural, preservando integridade volumétrica e estabilidade de base.

Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo.

"Compoteira em Vidro"
"Compoteira em Vidro"
Soprado e Lapidado c. 1940–1965

Classificação: ARTEGUIDADE SELECT
Registro: AG-2026-077
Dimensões: 17 cm (altura) x 19 cm (diâmetro)
Peso: 884 g

Compoteira produzida em vidro soprado com posterior lapidação decorativa geométrica, apresentando padrão de losangos cruzados intercalados por leques radiais.

O conjunto formal remete à linguagem decorativa do período intermediário do século XX, com influência residual da estética Art Déco.

A presença de microbolhas internas confirma processo de sopro, característica comum às produções semiartesanais da época.
Equilibrada em proporção e presença, é peça que transita com naturalidade entre:

* Centro de mesa elegante
* Serviço de sobremesa clássico
* Composição com frutas secas ou flores

A peça apresenta boa integridade estrutural e equilíbrio proporcional, com base circular simples e haste curta, mantendo coerência formal com serviços de mesa e centros decorativos do período.

Exemplar representativo da produção decorativa em vidro lapidado de meados do século XX.


Arteguidade – curadoria de peças que atravessam o tempo.